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Bancos centrais globais querem diversificar carteiras e miram ESG, mostra pesquisa

Fonte: Valor Econômico

A pandemia de covid-19 e o ambiente de baixas taxas de juros levaram a uma mudança fundamental nos planos de alocação de muitos investidores públicos globais, os chamados GPIs, segundo pesquisa feita para o relatório anual do OMFIF (Fórum Oficial de Instituições Monetárias e Financeiras), um grupo de reflexão independente para bancos centrais, política econômica e investimento público.

O relatório mostrou que o impacto dramático da pandemia nas economias e, por consequência, a extensão do tempo de taxas baixíssimas de juros está afetando este grupo de investidores que possuem, em todo o setor, US$ 42,7 trilhões de ativos.

Ou seja, um volume tal que tem poder de afetar as finanças globais. As tendências na diversificação – para aumentar ou manter os retornos, ou para incorporar uma abordagem de investimento mais sustentável – estão se acelerando, revelou a pesquisa.

O OMFIF destaca, por exemplo, que cerca de 26% dos bancos centrais planejam expandir suas participações em títulos corporativos e 21%, em ações. Em sua busca por rendimento, cerca de 30% dos GPIs em geral reduzirão sua exposição a títulos soberanos de mercados desenvolvidos, enquanto mais de 20% planejam comprar mais dívida governamental de mercados emergentes.

A demanda por ativos sustentáveis vem crescendo em todos os segmentos de investidores e também entre os GPIs, que estão se tornando investidores mais ativos, diz a pesquisa. Cerca de 92% dos bancos centrais investem em títulos verdes e 21% já investem em ações sustentáveis. Cerca de 65% dos bancos centrais também planejam aumentar suas participações em títulos verdes (contra 45% no ano passado).

Um em cada dez bancos centrais afirma que a sustentabilidade é agora sua prioridade institucional conjunta mais importante, embora 50% ainda não implementem explicitamente as considerações ambientais, sociais e de governança em suas carteiras.

Um destaque adicional do relatório é o crescimento da importância do renminbi chinês como moeda de reserva. Com o aumento das compras de renminbi pelos BCs, a moedas chinesa deve logo se tornar “uma parte muito mais influente do sistema financeiro global”, diz o OMFIF. Cerca de 30% dos bancos centrais planejam aumentar suas participações em renminbi nos próximos 12 a 24 meses, em comparação com apenas 10% no ano passado.

Para comprar a moeda chinesa e outros ativos asiáticos, as autoridades monetárias planejam reduzir seus ativos em euros nos próximos 12 a 24 meses, e 20% esperam cortar seu volume de ativos em dólares no mesmo período. O OMFIF pesquisou mais de cem GPIs – gestores de reservas de bancos centrais, fundos soberanos e fundos de pensão públicos – sobre suas estratégias de alocação de ativos, abordagens de investimento e tendências de mercado. Este número representa um aumento de aproximadamente 30% de entrevistados em comparação com o ano passado.

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