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Debate racial vai pressionar por mais políticas públicas, afirma especialista

Fonte: Valor Investe

A maneira como a sociedade brasileira aborda as questões raciais mudou de forma estrutural e os avanços no debate sobre o tema, a despeito de retrocessos recentes, vão ajudar a pautar políticas públicas para a população negra nos próximos anos, diz Michael França, coordenador do Centro de Estudos Raciais do Insper. “O cenário racial brasileiro se aqueceu e não vejo possibilidade de esfriar porque há essa mudança estrutural na sociedade”, diz França, doutor em teoria econômica pela FEA/USP.

Embora ainda permaneça entre os formuladores de políticas a ideia de que atacar a desigualdade social seja o mesmo que combater a desigualdade racial, há entendimento cada vez maior que o último caso demanda políticas públicas específicas. Nesse ponto, apesar de haver o que comemorar, como a lei de cotas, há muito a fazer.

A formulação de uma agenda racial é complexa e precisa ser estendida em diferentes frentes, como mercado de trabalho e orçamento público. “Até pouco tempo só se pensava em desafios sociais e hoje há consciência de que, sim, temos também desafios raciais.” O Índice de Equilíbrio Racial do Insper, que mede o impacto da questão na desigualdade social do país, mostra que a população negra está numa proporção menor no topo da distribuição de renda, no ensino superior e mesmo entre os idosos, por causa do acesso precário à saúde e da exposição à violência.

Entre mudanças estruturais em curso, o pesquisador cita a disposição de a população se autodeclarar e valorizar a identidade negra e o surgimento de novas lideranças. “O movimento negro está mais coeso, organizado, estruturado.”

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