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LinkedIn volta atrás e passa a permitir divulgação de vagas voltadas para candidatos negros e indígenas

O LinkedIn voltou atrás e informou, a partir de hoje, será permitido anunciar na plataforma as vagas afirmativas — aquelas direcionadas a reduzir a desigualdade racial, de gênero, entre outras.

Na semana passada, o Procon-SP havia notificado o LinkedIn a para prestar explicações sobre a exclusão de anúncios de vagas de emprego com preferência a candidatos negros e indígenas. Depois da polêmica que também se alastrou pelas redes sociais, onde foi duramente criticado, o LinkedIn revisou sua política para publicação de oportunidades.

“Atualizamos nossa política de anúnicio de vagas para permitir a divulgação de publicações que expressem preferência por profissionais de grupos historicamente desfavorecidos na contratação em países onde esta prática é considerada legal”, disse o LinkedIn por nota. Agradecemos o feedback que recebemos da nossa comunidade no Brasil. Fazer a coisa certa é importante e estamos comprometidos em continuar aprendendo e melhorando.

Na semana passada, a Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, formada por 60 empresas em prol da diversidade racial, pediu esclarecimentos ao LinkedIn no Brasil e nos Estados Unidos (sede da empresa) quanto à medida adotada. Recebeu apoio de 44 companhias, entreelas, Vivo, Santander, Ambev, Magalu, Unilever, Renault, Itaú, Coca-Cola, Bayer, Natura eProcter & Gambler. A pressão não é de hoje. Em setemebro de 2020, o Magalu abriu o seu primeiro trainee voltado apenas para candidatos negros. A despeito das críticas (que foram menores do que o apoio nas redes sociais), a empresa repetiu e fez uma nova edição deste programa no ano passado. A Bayer também seguiu o mesmo caminho e lançou um programa de mentoria e outro de trainee exclusivos para negros. A partir destas primeiras iniciativas, outras empresas foram aderindo à prática da seleção inclusiva, como a MRV&CO e o iFood. O movimento chegou também na área de tecnologia, mas com uma diferença: diante da falta de mão de obra, companhias como XP, Nubank e VT excriaram programas que, além de contratar, oferecem capacitação.

 

 

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